190 anos da paróquia de Senhora Sant'Ana e São Joaquim - Linha do Tempo - Parte I
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| Padroeiros Senhora Sant'Ana e São Joaquim de Santana do Ipanema AL |
Linha do Tempo - Parte I
1787. Terras devolutas da capitania de Pernambuco. Chegada do Martinho Vieira e sua esposa Ana Tereza para ocupar a Fazenda Picada, adquirida de João Carlos de Melo, em 1771. Junto com eles também veio o padre Francisco José de Albuquerque Correia para construção de capela em honra a Senhora Sant’Ana. Após a construção da capela, também foi construído um abrigo de beatas. Depois, seguiu suas santas missões de evangelização pelos sertões. Periodicamente retornava;
1787-1842 - Padre Francisco José Correia de Albuquerque(1), natural de Penedo. O crucifixo esculpido em madeira(século XIX), segundo a tradição, foi obra do padre Francisco Correia. Encontra-se na parede central do altar-mor da matriz de Senhora Sant’Ana em outra cruz. A original, com outra imagem do Crucificado, está na igreja da Sagrada Família. Pelo conjunto do seu trabalho foi imortalizado pela Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes - ASLCA, como um dos patronos, ocupando a cadeira de n.º 13.
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| Crucifixo, obra artesanal do Pe. Francisco Correia |
1812. Padre Francisco Correia fixou residência na Vila e continuou realizando as santas missões pelo sertão afora;
1817. 16 de Setembro surgiu a capitania de Alagoas. Tratou-se de um desdobramento da Revolução Pernambucana ocorrida no mesmo ano. Inicialmente, a capital era Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, conhecida como Marechal Deodoro.
1825. Com a articulação política, o padre Francisco Correia propôs a criação da paróquia de Senhora;
1836. Criação da paróquia e nomeação do padre Francisco Correia como primeiro vigário;
Lei de criação da Paróquia
Fonte: Memórias Religiosas de Santana do Ipanema
de José Walter da Silva dos Santos Filho
1842. Padre Francisco, aos 85 anos deixa o trabalho paroquial para se recolher no Sítio Fazendinha, em Bezerros Pe.;
1842-1845 - Frei Manoel de São João Evangelista(2);
1846-1847 - Padre Manoel Francisco de Carvalho(3);
1847-1848 - Padre Bezerra de Melo(4);
1847-1848 - Padre Galindo Firmo da Silva(5);
1848. Falecimento do Padre Francisco Correia. Inicialmente foi sepultado na igreja do Rosário, em Bezerros, depois seu corpo foi trasladado para Recife;
1848-1849 - Padre José Carlos da Silva(6);
1850-1851 - Padre Pedro Correia da Silva(7);
1851-1855 - Padre Francisco Mendes Ferreira(8);
1852-1852 - Frei Antônio de Santo Agostinho(9) Seu nome era Antônio Malachias dos Santos Aranda;
1854 - Padre José Roberto da Silva(10);
1854-1856 - Padre Francisco Mendes Ferreira(11);
1856-1879 - Padre João da Costa Nunes(12);
1879-1880 - Dom Antônio Manoel Castilho Brandão(13);
1880-1883 - Padre Antônio Soares de Melo(14);
1882-1882 - Padre Donato Barroco(15);
1882-1883 - Padre Mathias Antônio de Mello(16);
1884-1888 - Cônego Teotônio Ribeiro e Silva(17). Natural de Traipu. Foi ele quem escreveu a biografia do padre Francisco Correia e a publicou em 1917. Tudo o que sabemos do Padre Francisco Correia deve-se ao seu livro. Pelo conjunto do seu trabalho foi imortalizado pela Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes -ASLCA, como um dos patronos, ocupando a cadeira de n.º 29.
1888-1892 - Padre Veríssimo da Silva Pinheiro(18)
1892-1898 - Padre João Pacífico Pereira Freire(19)
1898-1919 - Chegada do Monsenhor Manoel Capitulino de Carvalho(20);
1900. Construção da Capela de N. Sra. da Conceição(Assunção) e início da primeira grande reforma da Matriz de Senhora Santana. Alguns historiadores registraram que a igreja foi reinaugurada em 1900, porém não há evidências históricas que comprovem o argumento. Estamos falando de uma época em que não havia estradas ou automóveis. O transporte de materiais era feito pelo rio São Francisco, de Penedo ou Pão de Açúcar ou através de carros de boi ou nos lombos de jumentos;
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| Capela de Nossa Senhora da Conceição(Assunção) |
1901 a 1920. Período de reforma da Matriz de Senhora Santana pelo padre Manoel Capitulino;
1906. Enéas Augusto Rodrigues de Araújo(1856-1914), primeiro professor da Vila da Ribeira do Panema. Estudou em Maceió, onde conheceu Maria Joaquina, pernambucana de Águas Belas, colega de classe. Casaram-se e, em 1906, foram os proprietários da primeira escola da cidade. Ele ensinava aos meninos e ela, as meninas. Escola durou até 1914, quando faleceu. Tornou-se deputado federal , aos 40 anos, de 1897 a 1904 e Senador da República Velha, de 1907 até 1914.
1911-1913 - Padre Manoel dos Santos Curador(21)
1914. Faleceu em Garanhuns o professor e senador Enéas Augusto Rodrigues de Araújo aos 58 anos;
1913-1915 - Monsenhor João Batista de Aquino Wanderley(22)
1915-1916 - Padre Daniel Bezerra da Costa(23)
1917. Publicação do “Escorço Biográfico do Missionário Apostólico Dr. Francisco José Correia de Albuquerque” pelo Padre Theotônio Ribeiro;
1917-1952 - Padre José Bulhões(24). Residiu no casarão situado à direita do riacho Camoxinga. Parecia um hotel de tanto hospedar parentes e amigos. Foi um sacerdote que ajudou a família e muitos jovens a conseguirem empregos. As irmãs Maroquita(Maria) e Liquinha(Maria Angélica) moravam com ele. Criou o Sílvio, filho de Corisco(Cristino Gomes da Silva Cleto) e Dadá(Sérgia Ribeiro da Silva). Pelo conjunto do seu trabalho foi imortalizado pela Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes-ASLCA, como um dos patronos, ocupando a cadeira de nº 17.
1919. O padre Capitulino deixou oficialmente a paróquia de Senhora Santana. A reforma da matriz ainda não estava totalmente concluída, conforme fotos do período.
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| Igreja Matriz no final da construção em 1920 |
1921. No exercício da vice presidência do Senado, o padre Manoel Capitolino governou o Estado em 1921 e sancionou a Lei que elevou a vila a cidade de Santana do Ipanema;
1929. Falecimento do padre Teotônio Ribeiro e Silva. Pelo conjunto do seu trabalho a Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes, concedeu-lhe o título de Patrono da cadeira n.º 29, do sodalício.
Inauguração da Praça João Pessoa defronte à Matriz, 1930
1930. Conta-se que Major - sacristão do Pe. Bulhões -, por desleixo, deixou uma vela acesa durante a noite provocando um incêndio que destruiu vários livros históricos da paróquia; batismais, óbitos, registro crismal e o livro tombo;
1934. O Padre Manoel Capitolino de Carvalho, foi eleito deputado estadual constituinte e não terminou o mandato por causa do golpe de Getúlio Vargas em 1937;
1940. O Monsenhor Manoel Capitolino da Carvalho escreveu sua autobiografia relatando seu trabalho na paróquia, revelando informações importantíssimas acerca das suas realizações, conforme descrevemos a seguir:
"Fui em janeiro de 1897 nomeado vigário da Freguesia de Sant'Ana do Ipanema, onde construí a Igreja Matriz e uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Fundei o apostolado na igreja matriz e em todas as capelas da freguesia aludida. Na sede da freguesia só existia uma capela com foro de matriz construída pelo missionário Francisco José Correia de Albuquerque, quando a cidade de Sant'Ana do Ipanema era fazenda de gado de Martinho Vieira Gaia. Com a criação do Bispado de Penedo em janeiro de 1918 vim residir na Capital do Estado de Alagoas."
1942. Faleceu o padre Manoel Capitolino de Carvalho em Maceió, na Igreja de São Benedito, ao pé do altar do Sagrado Coração de Jesus no dia 22 de junho, ao incensar o altar, na cerimônia das homenagens do mês consagrado ao Senhor;
1946. O hino à Senhora Santana foi composto a pedido do padre José Bulhões a duas personalidades que sempre frequentavam à festa da padroeira. A letra foi escrita pelo Cônego Theófanes Augusto de Barros, amante da cultura. Ao musicista Joaquim Costa, organista da Barra de São Miguel, foi encomendada a melodia. Provavelmente a estreia do hino foi por ocasião das festividades do ano de 1946. Estava em andamento a segunda e grande reforma da Igreja Matriz tendo como mestre de obras o senhor Antônio Torres Galindo, conforme relato do neto Luiz Carlos Galindo.
1947-1951 - Monsenhor Fernando Monteiro de Medeiros(25)
1947. Conclusão da segunda grande reforma da Igreja Matriz de Senhora que construiu sua suntuosa torre com 35 metros, iniciada pelo Padre José Bulhões e concluída pelo padre Fernando Medeiros;
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| 2.a reforma da Igreja Matriz concluída em 1947 |
1947. Em 25 de Setembro de 1947 foi realizada a II Feira Noturna para angariar fundos para a construção da casa paroquial na rua Coronel Lucena. Às 8h foi realizada a bênção e inauguração do Relógio Oficial da Matriz.
1948. Semana de Ação Católica em 1948 - Congresso Eucarístico com a participação dos vários padres, incluindo padres José Bulhões e Fernando Medeiros;
Atualmente rua Martins Vieira
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| Altar-mor da matriz em 1948 |
Dezembro, 2025















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