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Cantor e compositor Gilson deixa mais do que 'Casinha branca' de herança para a música brasileira ao morrer aos 73 anos

Gilson Vieira da Silva (1952 – 2026)     A minha geração cantou e se encantou com a maravilhosa canção "Casinha Branca". Nas rodas de violões a canção tem lugar cativo e sempre aparece. Aliás, ainda hoje a gente se vê cantando a música com o mesmo vigor daqueles anos. Há muito tempo que eu não ouvia falar do artista. Lamentei sua morte. O homem morre, mas sua obra ficará para sempre. Há músicas que parecem guardar em si não apenas versos, mas pedaços da alma coletiva de um povo. Casinha Branca é uma dessas canções. Quem a ouve sente que não é apenas a história de um homem solitário; é o retrato de uma saudade que atravessa gerações. O personagem da letra caminha pela cidade, perdido entre rostos que carregam mistérios e ilusões. É a solidão urbana, tão familiar a quem vive entre prédios e buzinas. Mas, ao mesmo tempo, ele sonha com algo simples: uma casinha branca, um quintal, uma janela para ver o sol nascer. Esse desejo não é só dele, é de muitos brasileiros que, ao longo ...

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