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Ecos do tempo e do vento

Colégio Estadual Professor Mileno Ferreira   Aos nossos mestres do passado e do presente Quando o velho carrilhão da matriz martelou as sete horas da noite, apressei o passo. A prova de matemática do professor Eli me aguardava no Colégio Estadual, e eu não queria chegar atrasado. O coração já batia acelerado, não apenas pelo vestibular que se aproximava, mas pelas dúvidas sobre qual caminho seguir e as incertezas do futuro. O centro da cidade estava quase deserto. O Cine Alvorada exibia cartazes desbotados de filmes que já haviam saído de cartaz, e a praça guardava alguns homens em conversa lenta, como se o tempo não tivesse pressa. O vento trazia o cheiro doce da pipoca misturado ao incenso da matriz. Na barraca de cigarros e doces, o vendedor aguardava sua clientela e eu me sentia parte de uma coreografia invisível que unia o sagrado e o cotidiano. No alto-falante da matriz, o canto gregoriano em português ecoava solene. Eu quis parar para ouvir, mas segui adiante, prometendo a m...

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