Lançamento do livro "Um Novo Amanhecer Sempre", de José Elgídio da Silva
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| O escritor falando no lançamento |
Na última terça-feira, 09 de junho, estivemos em Maceió para participar do lançamento do livro do amigo irmão José Elgídio da Silva, “Um Novo Amanhecer Sempre”, cujo prefácio escrevi. O evento foi realizado no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas - CEPA, na Escola Princesa Isabel. A edição do livro coube a pioneira editora santanense SWA Instituto Editora que tem em seu catálogo mais de 60 títulos e é presidida pelo jornalista José Malta Fontes Neto, que atuou como mestre de cerimônia.
Na minha fala evidenciei que não comentaria sobre o prefácio porque seria lido por quem adquiriu o exemplar. Está aqui neste texto, mais adiante. Preferi destacar outros aspectos, especialmente a simbologia da realização do evento naquela famosa escola estadual. Na ocasião, fiz um retrospecto de memórias e lembranças do passado.
Em 1938, foi criada em Santana do Ipanema a primeira Escola Estadual Padre Francisco Correia pelo governador Osman Loureiro. De uma só vez foram nomeadas quase vinte professoras de Maceió e de outras cidades, incluindo Santana. As mestras foram fundamentais no desenvolvimento educacional do sertão. E não só isso: muitas se casaram com os naturais, influenciaram e mudaram os destinos da sociedade santanense. Quero destacar que muitos professores e alunos se tornaram figuras ilustres do cenário alagoano.
Na década de 1960, eu, meu amigo e compadre José Elgídio da Silva, filho do comerciante seu Carrito e dona Quininha, nos conhecemos nos caminhos da Escola Padre Francisco Correia. Aprendemos que a leitura e a escrita sempre estiveram presentes na nossa trajetória. Não estou me referindo a ser escritor, que é outra competência. De lá pra cá já são quase 60 anos de amizade e parceria. Cada um, a seu jeito, foi crescendo e buscando seu espaço e desenvolvendo seus talentos. Atravessamos horizontes e desertos no firme propósito da busca da coerência e contribuição efetiva da cidadania, assumindo as responsabilidades, direitos e deveres que nos cabe na sociedade.
É pertinente registrar que seu Carrito tinha uma mercearia de bairro que era ponto de encontro de vários personagens da cidade, incluindo meu pai. Nos encontros falavam sobre diversos temas e problemas da cidade, propondo soluções. Na década de 1970, depois de várias discussões, iniciaram uma campanha para restaurar a Capela das Tocaias que estava prestes a ruir.
O movimento obteve sucesso e a igrejinha se mantém até os dias atuais e sua história se transformou em livro. Em 2023, fizemos uma parceria com o professor, escritor e historiador Clerisvaldo B. Chagas, com o apoio da SWA Instituto e Editora para publicação da obra “Igrejinha das Tocaias, sua história” que o inseriu no projeto “Valorizando Nossa Literatura”, servindo de estudo na rede municipal de ensino fundamental, alcançando boa repercussão.
Na minha fala da apresentação do livro “Um Novo Amanhecer Sempre”, lembrei-me de um ditado popular: “Um homem, para se considerar realizado, deve ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.” Para mim, trata-se de um mito simbólico — mentira por fora, verdade por dentro.
Ter um filho exige paciência, amadurecimento e troca de aprendizados. Plantar uma árvore requer cuidados; regas, podas e acompanhamento; feliz daquele que planta mesmo sem esperar usufruir da sombra ou dos frutos. Escrever, por sua vez, é um registro simbólico das experiências; recomeços, fracassos, vitórias e inumeráveis correções. Enfim, muito trabalho silencioso. Parece até que a obra fala por si e diz, estou pronta, mesmo que ainda tenha algo a acrescentar ou a corrigir.
São ações que se entrelaçam, mas não precisam ser cumpridas todas ao mesmo tempo. Entendo que realizar bem uma ou duas já é suficiente para que alguém se sinta realizado. Afinal, a missão da vida não está baseada na quantidade de feitos, mas na qualidade com que os vivemos.
Por fim, lembrei-me de que sou um matutino convicto. Acordo cedo. E um dos melhores momentos da vida é assistir ao espetáculo do sol despontando no horizonte com as suas cores deslumbrantes. É uma benção que agradeço pois é sinal de que estou vivo para mais um dia de infinitas possibilidades. O título “Um Novo Amanhecer Sempre” é um chamado irrecusável. E vai continuar sendo, independente de que estejamos ou não por aqui. Aproveite enquanto pode!
Junho, 2026
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| O escritor com a filha Thamires |
Prefácio
Antes de tudo, não poderia deixar de registrar algumas palavras sobre a irmandade que nos une há mais de meio século. Foi nos caminhos do educandário Padre Francisco Correia, quando ainda éramos crianças que criamos laços de amizade que perduram até hoje. Atravessamos todas as estações: das brincadeiras infantis, do vigor da adolescência e dos desafios da vida adulta. E agora, sobreviventes e avelhantados - sertanejos teimosos e fincados em suas raízes -, seguimos na trilha do limiar do tempo possível, escrevendo e compartilhando memórias e experiências.
Seu livro individual de estreia se apresenta como um farol, iluminando e chamando à atenção dos navegantes. Um Novo Amanhecer, de José Elgídio, não é apenas uma obra escrita; é um sopro de vida, um cântico de esperança, uma promessa de que o horizonte sempre desponta novas cores, mesmo após as noites mais densas.
O autor, com sua sensibilidade aguçada, nos conduz por veredas onde o humano se revela em sua plenitude: nas dores que nos atravessam, nos silêncios que nos moldam, nas pequenas alegrias que nos sustentam. Cada página é um convite à contemplação, como se o leitor fosse chamado a se sentar diante de uma aurora e testemunhar o nascimento de um dia que renova todas as coisas. Aliás, esse é um dos momentos que mais me encantam, diariamente.
O escritor escreve com a delicadeza de quem conhece os segredos da vida e com a firmeza de quem acredita na força dos recomeços. Sua palavra não é apenas estética; é espiritual e profundamente humana. Ao longo da obra, sentimos que o autor não nos fala de fora, mas de dentro: como se cada frase fosse um espelho em que reconhecemos nossas próprias batalhas e nossos próprios sonhos.
O amanhecer, aqui, não é apenas metáfora. É símbolo de resistência, de fé e de coragem. É a lembrança de que, por mais longa que seja a noite, o sol sempre retorna, trazendo consigo a possibilidade de reconstruir, de reinventar, de recomeçar. O livro nos ensina que o tempo não é inimigo, mas aliado; que a vida não é prisão, mas travessia; que o ser humano não é apenas sobrevivente, mas criador de futuros.
Ao abrir estas páginas, o leitor encontrará não apenas histórias, mas também sementes. Sementes de esperança, de ternura e de renovação. E como toda semente, elas pedem cuidado, pedem atenção e entrega. Ler Um Novo Amanhecer é, portanto, um ato de cultivo: cultivar em si mesmo a certeza de que é possível florescer, mesmo em terrenos áridos.
Este prefácio não pretende antecipar o que virá, mas apenas preparar o coração para a jornada. Que cada palavra aqui escrita seja como uma chave, abrindo portas para o universo que Elgídio construiu com tanto zelo. Que o leitor se permita ser tocado, transformado, inspirado porque, afinal, este livro não é apenas literatura; é vida que pulsa; é esperança que se renova. É um novo amanhecer que se oferece, generoso, a todos aqueles que ousam acreditar que o amanhã pode ser melhor.
Junho, 2026
Contato para aquisição:
82-99194-9135 ( Elgídio)










É uma alegria indescritível fazer parte desse momento ímpar da vida de nosso amigo escritor, cujo material recém-publicado fará enorme bem para aqueles que desfrutarem da agradável leitura. Alvíssara, amigo Elgidio!
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